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16 novembro, 2022

Agora Disponível em Audio Book

 

Olá, caro leitor, você já está sabendo que eu lancei meu livro de poesia?

 

Ainda não? Então corre conferir!

 

Venho te trazer uma ótima novidade, agora temos o livro disponível na plataforma do Ubook, você sabe o que é o Ubook?

Ele é a maior plataforma de entretenimento em áudio da América Latina. Você pode ler e ouvir milhares de livros, revistas, podcasts, séries, documentários, entrevistas, notícias e música. Além dos títulos em português, o catálogo de mais de 400 mil títulos inclui conteúdos em inglês e espanhol.

 

E agora o Livro Nas Montanhas da Lua de minha autoria encontra-se disponível para você ouvir!

 


Confira a sinopse de meu livro:

Está pronto para ler poemas saídos de uma mente em momentos de desespero, Crises, Lágrimas, raiva, ódio e amor? Você pode tentar fugir das coisas da vida, más não pode fugir de sua consciência. Se não tomar cuidado será ela quem irá te condenar, poemas escritos quando o céu se tornou cinza, quando a vontade de continuar acabou, quando a única coisa que se poderia fazer era continuar a escrever e tentar não cair no jogo sujo da mente, colocando a fora todos os males da mente, todas as tristezas todos os desfechos e brincadeiras que ela jogava contra mim, atirando ao papel histórias de amor mal resolvidas, poemas que farão você flutuar em pensamentos.

 

Temos o livro disponível tanto na versão física quando de audiolivro.

Acesses os links abaixo e aproveite:

Audiobook: Confira aqui

Livro Físico: Confira aqui


11 dezembro, 2020

Primeiro Amor - No livro Nas Montanhas da Lua

 

Primeiro Amor
Cometi um erro,
Não amei o suficiente
Não abracei o suficiente
Não namorei o suficiente
Não sorri o suficiente
Não beijei o suficiente
Não disse eu te amo o suficiente
Porem chorei mais que o suficiente
Como chorei
Quantas noites sem dormir
Quantas lágrimas caíram
O arrependimento do tempo que não vai voltar
A voz que não vou ouvir
O abraço aconchegante e recolhedor que não terei
O beijo meigo que não darei
As risadas e o sorriso lindo que não verei
O eu te amo que não será mais ouvido
O calor de suas mãos que não sentirei
Só queria ter me despedido,
Meu primeiro amor
Minha primeira dor.

No livro: Nas Montanhas da Lua
Rafael Dybas



23 janeiro, 2020

Pré-lançamento: Nas Montanhas da Lua

Informo a todos que o livro já está disponível para aquisição!


17 outubro, 2019

Lançamento do livro ( NAS MONTANHAS DA LUA )

Olá pessoal tudo bem? venho através desta publicação lhes informar que meu livro está sendo editado até o começo do ano que vem será lançado! continue acessando o blog para receber novidades!

 site do livro

23 agosto, 2018

Sozinho em meu canto

Isolado ao longe
Observo as pessoas
Ouvindo minha musica
Me questiono se existo
Pensamentos a mil
Pensando nisto e naquilo
Nada definido
Sentimentos bagunçados
Muito ressentimento guardado
Olho para cima
Quero ver as estrelas
Mas tudo que vejo são nuvens
E uma brisa gelada em  meu rosto
A musica começa a ficar agitada
Meus pensamentos também
Eu fico inquieto e agitado
Não  consigo ficar parado
Ando pra lá e pra cá
Dando voltas
Então a musica acaba
Eu sozinho no meu canto
Curtindo a brisa gelada
Sem pensar em mais nada
Fecho meus olhos e me imagino
Em outro mundo
Bem distante da realidade
Um mundo aonde sou forte
Faço tudo que quero
Tenho poder
Então abro meus olhos
E volto a realidade
Decepcionado
E ainda sozinho.

- Rafael Dybas

~O Amor é Tudo que Nós Dissemos que não Era

"Hoje dias ruins e noites ruins acontecem demais,
O velho sonho de ter alguns anos
Tranquilos antes de morrer -
Aquele sonho desapareceu assim como os outros sonhos.
Uma pena, uma pena, uma pena.
Desde o início, ao longo dos anos e próximo ao fim:
Uma pena, uma pena, uma pena.
Houve momentos
Faíscas de esperança
Mas elas dissolveram rápido
Voltando à velha e mesma fórmula:
O fedor da realidade.
Mesmo quando havia sorte
A vida dançando na carne,
Sabíamos que a permanência seria curta.
Uma pena, uma pena, uma pena.
Queríamos mais do que algum dia pudesse haver:
Mulheres com amor e com risada,
Noites selvagens o bastante para o tigre,
Queríamos dias que passassem pela vida
Com alguma graça,
Um pouquinho de sentido,
Uma utilidade razoável,
E não algo apenas para desperdiçar,
Mas algo para lembrar,
Algo para dar um soco nas entranhas da morte.
Uma pena, uma pena, uma pena.
Somando todas as coisas, é claro,
Nossa pequena agonia é estúpida e fútil
Mas sinto que nossos sonhos não são.
E nós não estamos sós.
Os fatores implacáveis não são uma vingança
Pessoal contra um único indivíduo.
Outros sentem a mesma queimadura do desconcerto,
Enlouquecem, suididam-se, ficam estúpidos, correm feridos para deuses imaginários,
Ou embriagam-se, drogam-se, umburrecem naturalmente,
Desaparecem nessa multidão de nada
Que nós chamamos de famílias, cidades, nações.
Mas o destino não é o único culpado.
Nós desperdiçamos nossas oportunidades,
Nós estrangulamos nossos próprios corações.
Uma pena, uma pena, uma pena.
Hoje nós somos cidadãos do nada.
O próprio sol sabe
A triste verdade de como nós rendemos
A nossas vidas e mortes a um mero ritual,
Um inútil e covarde ritual,
E então se esquivando da face da glória,
Transformando nossos sonhos em merda,
Como nós dissemos
Não, não, não,
Para o mais belo sim
Jamais pronunciado:
A própria vida."

~O Amor é Tudo que Nós Dissemos que não Era

02 junho, 2017

Você, só você, apenas você


 Entra em meu mundo
somente você
incendeia o mar
apenas você
somente você
perturba meu ser
perambula em meus sentimentos
só você
Abri a minha porta
Deixei entrar
entrou-se
o nevoeiro, chuva
e o frio
Me assento e espero você também
O nevoeiro se vai
A chuva virou bebida descida
por minha garganta
O frio calor trazido pelas putas
E o nevoeiro
era minha esperança
Era magia
Era fé
era tudo de bom que eu tinha
Era meu amor por ti
Mas o nevoeiro
como em toda manhã desaparece
Como tudo começou
Como minha vida acabará
Agora ele virou fumaça
Deixada pelo cigarro
Para preencher o vazio

Que você deixou em mim.

-Rafael Dybas

11 maio, 2017

O pássaro azul

há um pássaro azul em meu peito
que quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo, fique aí, não deixarei que ninguém o veja.
há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas eu despejo uísque sobre ele e inalo
fumaça de cigarro
e as putas e os atendentes dos bares
e das mercearias
nunca saberão que
ele está
lá dentro.
há um pássaro azul em meu peito
que quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo,
fique aí,
quer acabar comigo?
(…) há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas sou bastante esperto, deixo que ele saia
somente em algumas noites
quando todos estão dormindo.
eu digo: sei que você está aí,
então não fique triste.
depois, o coloco de volta em seu lugar,
mas ele ainda canta um pouquinho
lá dentro, não deixo que morra
completamente
e nós dormimos juntos
assim
como nosso pacto secreto
e isto é bom o suficiente para
fazer um homem
chorar,
mas eu não choro,
e você?

30 março, 2017

Bem morto

discurso vazio e pretensioso lambuzado em muros
santificados
repetidas e repetidas vezes
até que quase todo mundo acredite que é
viável.
afetações dos séculos aceitas
como Arte.
cuidado com os livros didático, cuidado com as bibliotecas,
cuidado com as galerias,
cuidado com o pai e o professor.
cuidado com a mãe.
nascemos numa civilização atordoada
por uma mediocridade esmagadora.
o que está diante de nós é um truque, uma
ilusão, uma mentira.
o útero nos cuspiu num cano de esgoto.
novos deuses são necessários.
novas portas precisam ser abertas.
esperamos tanto por tão pouco.
devemos romper o cerco.
essa obscuridade fede a nós,
aqui.
-charles bukowski